Quais são os tipos de golpes com criptomoedas e como se proteger?

Saiba como se proteger de golpes com criptomoedas, que podem roubar saldos e dados dos usuários

Por Paulo Carvalho  /  3 de abril de 2024
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Golpes com criptomoedas é uma das maiores preocupações de quem investe no mercado cripto. Existem vários tipos de esquemas e até equipes de hackers especializados em invadir contas com ativos digitais.

A empresa de cibersegurança PeckShield divulgou um relatório sobre crimes com criptomoedas. Ainda que tenham caído quase 25% entre 2022 e 2023, mais de R$ 10 bilhões em ativos digitais foram roubados no último ano.

Assim, é fundamental buscar mecanismos que oferecem mais segurança para quem investe em criptomoedas. Além de senhas complexas, os sistemas como o 2FA, por exemplo, servem para impedir o acesso de criminosos a contas em plataformas cripto.

Entenda sobre os diferentes tipos de golpes e como se proteger deles!

O que são golpes com criptomoedas?

ilustração com símbolo de aviso para atenção com tom vermelho ao fundo e gráficos financeiros, evidenciando a ideia de golpes com criptomoedas
© – Shutterstock

Golpes com criptomoedas são atividades ilícitas promovidas pela internet com o intuito de acessar contas e dispositivos em busca de subtrair os valores que ali contém.

Ou seja, um esquema pode envolver desde o acesso a carteiras e contas em exchanges até a negócios como pirâmides financeiras. Atualmente, o phishing é o tipo de golpe mais comum no mercado cripto.

Como identificar esquemas no mercado cripto?

Para identificar um golpe com criptomoedas é necessário fazer uma análise atenta durante a interação. Por exemplo, é fundamental verificar qualquer tipo de informação recebida por exchanges e carteiras digitais.

Como um esquema pode envolver o envio de e-mails fraudulentos e até interfaces de plataformas cripto falsas, o golpista recolhe os dados dos usuários para acessar a conta de criptomoedas.

Além disso, checar o nome dos envolvidos no projeto pode servir para a construção da reputação de determinado ativo digital. Na maioria das vezes, a equipe é formada por pessoas com experiência no mercado.

Entre os golpes de criptomoedas, existem projetos falsos onde um esquema pode resultar na perda do investimento de milhares de investidores. Um dos métodos é usar o nome de uma empresa reconhecida ou um ativo que já existe.

Assim, é possível identificar um ativo digital enganador quando:

  • Não possui certificação de plataformas como a Certik
  • Grande volume de tokens com baleias
  • Falta de canais de comunicação como redes sociais
  • Falta de transparência no contrato inteligente do projeto

Esse tipo de verificação é importante, pois existem mais de 2 milhões de criptomoedas no mercado cripto. Grande parte delas são negociadas em exchanges descentralizadas (DEX), então as operações não possuem intermediários e, em caso de golpe, não é possível recuperar o valor perdido.

Tipos de golpes envolvendo ativos digitais

O golpe com criptomoedas mais comum é o phishing. Nesse tipo de esquema, o usuário tem os dados roubados após a simulação de uma plataforma cripto falsa, podendo ser um site, e-mail e até aplicativo de celular.

Sem perceber que a plataforma não é verdadeira, ele concede informações de acesso que são usadas por hackers para acessar a conta do investidor.

Além desse golpe, existem outros no mercado cripto, como:

  • Pirâmides financeiras: esquemas que oferecem alto retorno fixo por investimento em criptomoedas.
  • Rug pull: também conhecido como ‘puxada de tapete’, é quando um projeto cripto é lançado e o idealizador abandona o negócio roubando o saldo em criptomoedas dos usuários.
  • Redes sociais: nesse tipo de esquema, contas hackeadas de grandes personalidades na internet são hackeadas e divulgam negócios que promovem uma fraude envolvendo alto retorno em investimentos em criptomoedas.
  • Ransomware: existem dois tipos, um deles consiste em bloquear equipamentos e pedir criptomoedas em troca do acesso ao dispositivo, e o outro é quando dados dos usuários são roubados em busca de informações sensíveis, como senha e login em plataformas de negociação de criptomoedas.

A complexidade e planejamento de um golpe com criptomoedas pode variar. Um exemplo é a de ativos falsos com o nome da Blockfence, que teve 1.300 criptomoedas falsas, 42.000 vítimas e cerca de R$ 150 milhões de prejuízo para os usuários.

Com isso, é importante estar atento a garantia de retorno, promessa de alta rentabilidade com baixo risco, veracidade dos dados do contato, pagamento de comissão, senso de urgência, entre outros pontos.

Como se proteger de golpes com criptomoedas?

Além de criar uma senha forte que seja difícil de ser descoberta, existem soluções digitais para minimizar os riscos e ajudar na proteção contra golpes com criptomoedas, como:

  • segurança dos acessos: os dados da exchanges e carteiras com criptomoedas não devem ter nenhuma cópia digital dessas informações. Elas devem ser armazenadas em um local longe da internet para que nenhum hacker tenha acesso.
  • autenticação de dois fatores: uma senha segura pode ter ainda mais segurança com um sistema de autenticação de dois fatores (2FA). Esse dispositivo funciona como camada extra de segurança, pois uma senha temporária é criada e dá acesso a plataformas que negociam e armazenam criptomoedas.
  • senhas diferentes: ter diferentes acessos para plataformas cripto servirá como uma proteção extra, diminuindo os riscos em caso de vazamento de dados, por exemplo.
  • carteiras para criptomoedas: o local em que as criptomoedas estão armazenadas também é importante. Existem no mercado cold wallets e hot wallets, onde as criptomoedas podem ser guardadas com segurança.

Maiores dúvidas sobre golpes com criptomoedas:

São esquemas digitais fraudulentos que resultam no roubo de criptomoedas de investidores no mercado cripto.
O golpe com criptomoedas mais popular no mercado cripto é atualmente o phishing, que consiste em enganar o usuário com plataformas ou e-mails falsos com o objetivo de roubar informações.
Investidores se protegem de golpes com criptomoedas utilizando senhas de difícil acesso e mecanismos de segurança como o sistema 2FA.

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