Retrospectiva BRZ: stablecoin está entre as criptomoedas mais negociadas do Brasil

Stablecoin aumenta volume de negociação ao mesmo tempo que integra novos projetos blockchains em 2023

Por Redação  /  28 de dezembro de 2023
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O mercado cripto brasileiro continuou a crescer em 2023 de forma expressiva. Essa evolução pode ser observada no número de investidores pessoas físicas e jurídicas, além do aumento incrível do volume de negociação de ativos digitais como a stablecoin BRZ.

Com o preço atrelado ao real brasileiro, o BRZ se consagrou no mercado cripto como um dos ativos mais negociados por investidores no país em 2023. No Brasil, as stablecoins apresentaram um volume de negociação superior a criptomoedas como o bitcoin, de acordo com dados da Receita Federal.

Além disso, o BRZ foi integrado em projetos blockchain que aumentam a adoção da stablecoin brasileira, considerada a maior do mercado cripto com o preço não atrelado ao dólar.

Volume de negociação do BRZ no Brasil

O BRZ está entre os ativos mais negociados do Brasil, com um importante crescimento no volume de negociação em 2023. Informações da Receita Federal mostram que a stablecoin registrou R$ 221 milhões em operações em janeiro deste ano.

Desde então, o volume de transações com o BRZ cresceu 190% no mercado cripto brasileiro, saltando de R$ 221 milhões para mais de R$ 641 milhões. Considerando dados entre janeiro e julho, o último mês do relatório da Receita Federal mostra um novo recorde no ano em transações com a stablecoin.

Antes disso, em junho, o BRZ registrou R$ 612 milhões em negociações no Brasil. Com esse volume, a moeda foi considerada a segunda stablecoin mais negociada por investidores brasileiros do mercado cripto.

Esse crescimento é ainda maior se comparado com o volume de fevereiro de 2023. Naquele mês, a stablecoin movimentou algo próximo de R$ 160 milhões, ou seja, um crescimento de 300% no volume registrado entre fevereiro e julho.

O número também se aproxima do recorde histórico de transações declaradas com o BRZ. Em outubro de 2021, esse volume alcançou cerca de R$ 880 milhões em operações no mercado.

Stablecoin está entre as mais negociadas do mercado

Assim como no mercado cripto global, no Brasil as stablecoins assumem um papel importante na negociação de criptomoedas. Seja em transações de compra e venda, ou em operações de pagamento com cripto, stablecoins registraram um grande volume de transações no país.

Um relatório divulgado em outubro pela Receita Federal cita “um crescimento vertiginoso” em transações com stablecoins no Brasil. Segundo o órgão, a tether (USDT) teve um volume superior ao do bitcoin em transações.

No conjunto das stablecoins ganha destaque a criptomoeda chamada Tether, que no período observado pelo fisco foi negociada em patamar acumulado superior a R$ 271 bilhões, quase o dobro do volume do Bitcoin no mesmo período mais de R$ 151 bilhões.”

Além da USDT, outras stablecoins representam um importante volume de negociação no Brasil, como o BRZ. A Receita Federal citou a moeda com preço atrelado ao real ao falar sobre o crescimento do uso de stablecoins entre os investidores cripto.

“Esse crescimento chamou a atenção da Receita Federal que vem acompanhando essa expansão que já movimenta trilhões de dólares em todo o mundo. Atualmente, existem milhares de criptomoedas, cada uma com seus usos específicos.

No Brasil, os dados do fisco indicam que as stablecoins mais negociadas são a USDT (Tether) e a USDC, ambas com paridade com o dólar americano, além de BRZ, que tem a paridade vinculada ao real brasileiro.”

Integrando o BRZ em novos projetos blockchain

Além do crescimento da adoção do BRZ no mercado cripto brasileiro, a stablecoin expandiu sua atuação em projetos blockchains que podem aumentar a usabilidade da moeda.

A integração do BRZ em soluções digitais permitiu uma parceria entre a stablecoin e a gestora de investimentos N4. A empresa usará o BRZ para negociar uma linha de crédito de capital de giro que pode atingir R$ 40 milhões até o fim de 2023.

Outro projeto que integrou a stablecoin é a MoonBeam, uma plataforma blockchain que utiliza o BRZ como um token XC-20. Com essa parceria, a stablecoin servirá como base para produtos e ferramentas financeiras desenvolvidas para projetos que são indexados ao dólar norte-americano.

Presença da stablecoin no mercado cripto

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O BRZ e a Transfero estiveram presentes em eventos que discutiram sobre tecnologia, mercado cripto, regulação e adoção de criptomoedas. Além do Web Summit, a Transfero participou do PoA Cripto Day em 2023.

No evento, a engenheira de software da Transfero, Clarice Hatischvili, falou sobre o aumento da adoção do BRZ, citando a listagem da stablecoin na Bybit, considerada uma das maiores exchanges do mundo atualmente.

A stablecoin BRZ também faz parte da iniciativa Stablecoin Standard. O projeto reúne 15 emissoras de 20 diferentes stablecoins em circulação no mercado cripto global.

Outros eventos importantes com a presença da Transfero e do BRZ que aconteceram em 2023, foram:

Atualização do BRZ e a Transfero

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Para se consolidar no mercado cripto como um dos principais projetos de stablecoins que existem, o BRZ passou por uma importante atualização em 2023, em busca de oferecer mais segurança e eficiência para os usuários.

Sendo assim, o contrato da stablecoin mudou, ao mesmo tempo que a adoção do BRZ aumentou no mercado cripto brasileiro. A stablecoin, emitida pela empresa Transfero, integra o real brasileiro e o mercado cripto através do aplicativo da Transfero.

O aplicativo foi lançado durante o Web Summit Rio 2023 que contou com a participação da Transfero e o uso do BRZ como forma de pagamento. Através do aplicativo da empresa, os participantes puderam pagar por produtos e serviços oferecidos durante o evento.

Durante o Web Summit Rio, a Transfero também anunciou uma parceria com a plataforma cripto britânica Wirex, em busca de ampliar a atuação do BRZ no mercado cripto global. Com 5 milhões de usuários, a stablecoin é uma das 130 moedas digitais oferecidas em negociações pela Wirex.

O BRZ termina o ano de 2023 com o aumento da adoção da stablecoin no mercado cripto brasileiro além da integração em projetos blockchains que podem resultar no crescimento da negociação da moeda. Em 2024, com o lançamento do projeto piloto do real brasileiro, o Drex, a stablecoin deve coexistir com a CBDC.


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