A plataforma ChainLink (LINK), criada em 2017 por Sergey Nazarov, é uma blockchain cujo objetivo é simplificar o uso dos contratos inteligentes (smart contracts), que geralmente circulam nas redes Ethereum, integrando a infraestrutura blockchain com aplicações offline (do mundo real). Daí, inclusive, vem o nome ChainLink, que significa “ligação entre cadeias”.
O grande diferencial da rede é o fato de conseguir validar a autenticidade das informações que recebe de necessidades e aplicações offline, por meio de um sistema que classifica os dados e analisa sua reputação. Com isso, a segurança aumenta.
Essa característica permite vários usos, desde sistemas de pagamento descentralizados até internet das coisas (IoT). Várias empresas de grande porte usam a blockchain, incluindo o Google e a Web3 Foundation.
- O que é ChainLink?
- Qual é a criptmoeda da ChainLink?
- Para que serve?
- Como as informações são validadas?
- Explicação do sucesso da ChainLink
- Como comprar?
O que é ChainLink?
A ChainLink é uma rede descentralizada e à prova de violação, que usa oracles (um instrumento de DeFi) para fornecer dados reais para os smart contracts.
Os oracles, conectados à rede Ethereum, funcionam como um comando para a execução dos smart contracts. Assim, por exemplo, para validar dados de um contrato no mundo real, os oracles coletam, formatam e distribuem as informações.
A plataforma permite que várias empresas, como instituições financeiras, usem a rede como infraestrutura para registro de suas transações e dados, em várias outras blockchains.
Qual é a criptmoeda da ChainLink?
A criptomoeda da Chainlink é a LINK. Segundo os desenvolvedores da rede, é a LINK é “um token ERC20, com a funcionalidade adicional de transferência ERC223”. Assim, os tokens podem ser recebidos e processados pelos contratos com uma só transação.
Após a criação, 32% dos tokens LINK foram enviados para os usuários, para incentivar o ecossistema, e 30% ficaram com a ChainLink para desenvolvimento. Outros 35% foram vendidos.
Os usuários da rede recebem recompensas por fornecerem acesso a dados externos aos smart contracts. A combinação dos dados enviados é o que garante a confiabilidade das operações, gerando os resultados mais precisos.
Para que serve a ChainLink?
Como o próprio nome diz, a rede funciona como um elo entre o mundo real e as diversas blockchains, como a Ethereum. Sua principal funcionalidade é viabilizar a tecnologia dos smart contracts dentro de blockchains específicas.
Com a ChainLink, é possível evitar conflitos na transmissão de dados entre diferentes sistemas, o que preserva a integridade e a segurança de informações. Por exemplo, a validação de um acordo ou contrato pode ser muito mais simples e ter menor custo ao usar essa rede.
Como funciona a validação das informações da rede?
Os oracles fornecem informações à plataforma, colocando seus dados (e valores) à prova, processo conhecido como em “stake”. Para inserir novas unidades de tokens LINK à rede, o método é o Proof of Stake (PoS, ou prova de participação).
Ao contrário do mecanismo de consenso de prova de trabalho (PoW) utilizado pelo bitcoin, o PoS depende da quantidade de tokens colocados para selecionar os validadores dos elos da rede (também chamados de nós).
Assim, os usuários depositam suas moedas LINK para garantir que as informações que estão entrando e saindo são corretas. Paralelamente, a rede utiliza um sistema que avalia a reputação destes dados, o que garante que não houve manipulação por parte dos usuários, que fornecem as informações.
Após a confirmação de que as informações e dados estão corretos, os usuários que ajudaram na validação das transações são recompensados com tokens LINK.
Os motivos do sucesso da a ChainLink
A Chainlink está sendo cada vez mais utilizada, seguindo o aumento de aplicações descentralizadas no blockchain. Por isso, ela é um caso de sucesso.
O primeiro motivo tem a ver com o ecossistema cripto e suas blockchains. Os smart contracts dependem de informações do mundo real para concluir suas operações. Contratos financeiros precisam de dados do mercado, enquanto aqueles de seguros necessitam de informações para decidir sobre as políticas de pagamentos, por exemplo.
Como segundo ponto há a conexão de dados do mundo real às blockchains pelos oráculos. As blockchains precisam de informações que não estão disponíveis na rede, contudo, elas não têm conexão com o mundo real. Portanto, recorrer a um serviço de oráculo funciona como ponte entre as informações e a rede. E é neste ponto que a Chainlink atua, coletando, formatando, validando e distribuindo informações.
Outro motivo para o sucesso do Chainlink é oferecer soluções para um “queridinho” do mercado, o DeFi (finanças descentralizadas). A rede da empresa promete entregar feeds de preço de alta qualidade, “ampliando o crescimento do DeFi”.
Além disso, a coleta de dados acontece de forma ampla com “validação rigorosa” antes dos contratos entrarem em ação. Assim é possível acompanhar diversos pares de moedas de forma descentralizada.
Como comprar ChainLink?
A melhor forma de investir em tokens LINK é por meio de uma corretora, que faz todo o processo de intermediação das transações entre as partes envolvidas. O token é uma das criptomoedas mais populares segundo o ranking do CoinMarketCap.