O Porto Maravalley (POMAR) foi criado para transformar a cidade do Rio de Janeiro (RJ) em um polo de inovação e educação, além da primeira crypto city do Brasil. Para isso, investiu em atrair empresas de tecnologia e educação.
Em nota, o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou que o POMAR também impactará diretamente no desenvolvimento econômico da cidade. Paes acredita que, no longo prazo, o Porto Maravalley pode se transformar em um dos maiores centros de conhecimento do Brasil.
A Transfero contribuiu para o projeto com suas conexões de negócios internacionais. Além da empresa, também participaram o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), Americanas, Rede D’Or São Luiz, Dasa, ArpexCapital e Mattos Filho.
- Entenda sobre o Porto Maravalley
- O que o projeto engloba?
- Maravalley e o Transfero Academy
- Entrevista com Chicão Bulhões
O que é Porto Maravalley e como foi desenvolvido?
Maravalley é um projeto para tornar a Zona Portuária do Rio em um Vale do Silício carioca. O objetivo é converter a cidade em um polo para startups e hub de inovação na área de criptoativos e blockchain.
O desenvolvimento do Porto Maravalley foi com recursos públicos e da iniciativa privada. Alguns dos participantes são Impa, Americanas, Rede D’Or São Luiz, Dasa, ArpexCapital, Afya, Fundação BRAVA, Visagio e Mattos Filho. Além disso, a Transfero também é uma das patrocinadoras do hub de tecnologia carioca.
Como o projeto surgiu?
A ideia de transformar a capital do Rio de Janeiro em um polo tecnológico surgiu em 2021. Além de atrair empresas de tecnologia, o Porto Maravalley visa formar jovens para atender a demanda de empresas que se instalarão no POMAR.
Chicão Bulhões, secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação do Rio de Janeiro, apontou que:
“A região atrairá empresas de tecnologia e demandará mão de obra qualificada, gerando emprego e renda. Então, a presença do IMPA e de outros programas, como a iniciativa Programadores Cariocas, deve contribuir com a capacitação da população e redução das desigualdades”.
Ele comentou que a proposta do Porto Maravalley é unir a melhor educação, os maiores investidores e empreendedores, e as tecnologias mais avançadas que têm sido produzidas. Por isso, o projeto é “fundamental para um Rio de Janeiro mais inovador, com mais investimentos, geração de riqueza e com o desenvolvimento da cidade. O Rio se conecta no Porto Maravalley.”
Para isso, haverá a atuação direta do IMPA, uma das principais e mais renomadas instituições de ensino do país na área de ciências exatas. A forma de acesso desses alunos poderá ser via Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM).
Qual o objetivo do Porto Maravalley?
O Porto Maravalley teve o objetivo de impactar na economia da cidade, aliando educação e tecnologia. Para isso, atraiu empresas de inovação tecnológica e atendeu alunos com cursos profissionalizantes.
Então, para transformar a ‘cidade maravilhosa’ em uma capital mais inovadora houve o investimento de cerca de R$ 30 milhões para:
- Construção de um galpão de 10 mil m²;
- Bolsas de estudo para jovens talentos estudarem no IMPA e se tornarem aptos a desenvolver projetos a partir da web 3.0.
Apesar de ser no Rio de Janeiro, o projeto tem âmbito nacional e as bolsas de estudo são válidas para talentos de todo o Brasil.
Além das bolsas do IMPA, a Transfero também está contribuindo para o Rio virar um hub de inovação na área de criptoativos e blockchain. Para isso, está usando suas conexões de negócios internacionais e oferecendo o programa Transfero Academy.
De acordo com Cláudio Just, Chief Business Development Officer da Transfero, a ideia é formar novos talentos para o mercado de tecnologia, especialmente no setor de ativos digitais, e conectá-los ao Maravalley.
“Para nós, é muito importante estarmos próximos do poder público em qualquer projeto que fomente a inovação no setor de criptoativos. Esse é o nosso DNA, o de uma empresa que nasceu no Crypto Valley, região da Suíça conhecida por abrigar centenas de iniciativas blockchain e que estão liderando o desenvolvimento desse mercado”.
Maravalley e o Transfero Academy
De acordo com Just, a ideia é conectar o programa Transfero Academy, de formação de novos talentos no mercado de tecnologia, especialmente no setor de ativos digitais, ao Maravalley. “Estamos levando o Transfero Academy para o Porto Maravilha, região onde vai ficar o Maravalley, aumentando a sinergia desse importante programa educacional com a iniciativa carioca”, conta.
O Maravalley será um hub de inovação tecnológica localizado na revitalizada Zona Portuária do Rio e contará com a atuação direta do Impa para a formação de profissionais capacitados na área de ciências exatas. O projeto da Prefeitura do Rio será financiado em parceria com empresas privadas a fim de transformar a região em um Vale do Silício carioca e converter a cidade numa capital da inovação e tecnologia.
Entrevista com Chicão Bulhões sobre o Porto Maravalley
Confira uma entrevista concedida por Chicão Bulhões ao PanoramaCrypto.
Existe outro projeto ou iniciativa da Prefeitura na região?
A criação do hub também motivou a iniciativa Programadores Cariocas. As vagas são para alunos formados no ensino público, ou refugiados, com prioridade para mulheres, negros e pessoas trans. Há bolsas de estudo (integrais ou parciais) e a Prefeitura do Rio oferece auxílio financeiro de R$ 500 por seis meses e um computador para cada aluno.
Além de dar oportunidades e empregabilidade para os jovens que mais precisam, a iniciativa formará profissionais aptos a participarem do ecossistema de inovação da cidade.
A iniciativa deve gerar mais empregos e/ou atrair mais empresas para a região?
A meta com o Porto Maravalley é atrair ou fomentar 400 startups até 2024, o que geraria em torno de 5 mil a 10 mil empregos na região. O número de empresas na região já aumentou por causa da Lei do “ISS Tech”. Ela reduziu a alíquota de ISS para empresas de tecnologia instaladas no Porto.
Além disso, por estar em um local com infraestrutura moderna e fácil acesso de transporte público, o setor de construção civil também foi fomentado com novos investimentos em empreendimentos residenciais. Então, há a expectativa do aumento no número de pessoas morando no Porto Maravilha.
Quais ações o município planeja implementar para se tornar, de fato, uma “crypto city”?
O Prefeito Eduardo Paes criou um Grupo de Trabalho coordenado pela nossa secretaria para desenvolver um ambiente de negócios no Rio relacionado ao mercado de moedas digitais, meios de pagamentos, tecnologia blockchain, para o impulsionamento da economia carioca neste segmento.
Em menos de um ano já temos alguns resultados importantes, como a criação de um Comitê Municipal de Criptoinvestimentos (CMCI) e a vinda de empresas importantes do setor para a cidade. Além disso, o Rio será a primeira cidade do país a aceitar pagamento de IPTU com criptomoedas (a partir de 2023).
O ISS Tech também beneficia diretamente empresas do mundo cripto, já que elas estão conectadas ao ecossistema de tecnologia.
Qual a importância do Porto Maravalley em âmbito nacional?
O objetivo é que o Porto Maravalley seja o maior hub de inovação e educação do país, reunindo atores do empreendedorismo carioca, corporações mantenedoras, investidores e academia em um só espaço da cidade.
Dessa maneira, o Rio ganha um equipamento moderno, capaz de lançar a cidade na rota de inovação global, atraindo investimentos, estimulando a criação de novas startups, promovendo negócios e gerando empregos.
Nesse sentido, essa iniciativa é uma das mais importantes para tornar o Rio a capital da inovação e tecnologia do Brasil. Além disso, como já pontuado, a cidade e o país vão ganhar a primeira graduação do IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada), uma das principais instituições brasileiras de ensino e pesquisa, de grande renome internacional, e que vai atrair os melhores alunos do país para estudarem lá, através de bolsas para os selecionados via Olimpíadas de Matemática.


